Acidentes em série demonstram a fragilidade da manutenção dos ônibus em Minas Gerais

No mês de novembro vários acidentes com ônibus, na capital e no interior de Minas, deixaram clara a fragilidade dos veículos, sejam eles coletivos ou intermunicipais, e o risco a que se submetem seus ocupantes.

 

Logo no início do mês, dia 02, um acidente grave, deixou duas crianças mortas e dezenas de feridos. O acidente aconteceu entre as cidades de Cachoeiro de Itapemirim e Vargem Alta, já no espírito Santo, mas o ônibus fretado saiu de Belo Horizonte.

 

Dia 07 de novembro, um micro-ônibus colidiu lateralmente com um veículo pesado, capotou e caiu em uma ribanceira na BR-040, na altura do município de Itabirito, na região Central. Doze pessoas ficaram feridas.

 

Dia 19, um estudante de Direito morreu após o tombamento de um ônibus na BR-259, perto do Serro, na região Central de Minas. Outros seis passageiros ficaram feridos.

 

No fim do mês (26), o motorista de um ônibus da linha 9501 (São Lucas/Jaraguá) perdeu o controle da direção, bateu e derrubou parte do muro de vidro temperado de um prédio, na Rua Nísio Batista de Oliveira, no bairro Novo São Lucas, região Centro-Sul de Belo Horizonte.

 

Em menos de 36 horas, foram dois graves acidentes envolvendo ônibus na capital, deixando um rastro de morte e destruição. O primeiro foi no bairro Céu Azul, na região da Pampulha, onde uma criança de apenas dois anos morreu. E o segundo este acima, do Novo São Lucas.

 

A causa exata dos acidentes ainda será apontada pelo trabalho da perícia. Mas, pela avaliação inicial, a maioria deles teve problemas mecânicos, principalmente no freio.

 

E causa indignação saber que acidentes como esses poderiam ser evitados, se os veículos passassem por uma inspeção periódica obrigatória.

 

Inspeções que deveriam estar sendo cobradas pelo Departamento de Trânsito de Minas Gerais (Detran-MG) e pelo Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DEER/MG).

 

Até quando a cobrança da lei será adiada enquanto tantas pessoas morrem ?

 

Fotos: Folha Vitória e Lucas Prates

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