ACIDENTE GRAVE EM BELO HORIZONTE DEIXA SEIS FERIDOS E EVIDENCIA A NECESSIDADE URGENTE DE CUMPRIMENTO DA RESOLUÇÃO 563, DO CONTRAN

 

Um grave acidente entre um caminhão com carroceria basculante e três veículos de passeio, na avenida Presidente Eurico Gaspar Dutra, bairro Belvedere, em Belo Horizonte, deixou seis pessoas feridas, nessa terça-feira (18).

 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, do caminhão foram retiradas cinco vítimas. A sexta vítima é um homem que estava em um Fiat Fiorino e teve apenas ferimentos leves. As vítimas do caminhão foram levadas para o Hospital de Pronto-Socorro João XXIII. Três estão em estado grave.

 

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, o caminhão com caçamba aparentemente perdeu o freio e já desceu a avenida desgovernado, com indícios de alguma falha mecânica.

 

A avenida ficou interditada e houve riscos de explosão no local, devido ao vazamento de combustível.

 

O caminhão prestava serviço para prefeitura de Belo Horizonte e estava carregado de asfalto para tapar buracos. A PBH declarou que tanto o caminhão quanto os funcionários são da Emprol Engenharia, empresa que possui contrato com o município.

A Associação Mineira da Segurança Veicular (AMSV) enviou ofício ao Detran-MG, no ano passado, pedindo o cumprimento da resolução 563, mas até o momento nada foi feito.

 

O diretor executivo da Associação, Daniel Bassoli, diz que “se houvesse inspeção na frota de basculantes, como manda a resolução 563, provavelmente o defeito teria sido detectado e o acidente poderia ter sido evitado. Mas infelizmente o poder público não se preocupa com segurança”.

 

A RESOLUÇÃO 563

 

A Resolução 563 exige a instalação de dispositivo de segurança em caminhões basculantes para evitar o acionamento da caçamba enquanto o veículo estiver em movimento. Além de verificar este dispositivo, a inspeção avalia todos os demais sistemas de segurança, conforme a norma ABNT NBR 1404 e regulamentos do Inmetro.

 

A medida deveria ter entrado em vigor em janeiro de 2018, mas foi suspensa por um ano sem os estudos técnicos necessários e até agora está sem efeito, devido à falta de cumprimento do próprio Denatran e Detrans.

 

Foto: CBMMG

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