Minas Gerais é o segundo estado brasileiro com o maior número de acidentes envolvendo motocicletas

 

 

Dados do Seguro DPVAT apontam que Minas Gerais é o segundo colocado em indenizações envolvendo acidentes com motocicletas.

 

63% das vítimas ficaram com sequelas permanentes, sendo que a maioria é jovem e do sexo masculino.

 

Em 2019, foram 28.490 indenizações pagas para acidentes com esses veículos de duas rodas. Destas, 71% (20.292) foram para os condutores das motos.

 

O levantamento indica, ainda, que 19% (5.355) das indenizações foram destinadas aos pedestres e cerca de 10% (2.843) aos passageiros das motocicletas.

 

63% das pessoas indenizadas ficaram com sequelas permanentes, enquanto 6% dos envolvidos foram vítimas fatais.

 

A faixa etária mais atingida foi a de 18 a 34 anos, representando 47% das ocorrências indenizadas. Os períodos que concentraram o maior número de acidentes foram a tarde e o anoitecer. As vítimas do sexo masculino representaram mais de 77% das indenizações.

  

Brasil

 

No ano passado, foram pagas mais de 353 mil indenizações incluindo todos os tipos de veículos no Brasil. Apesar de representarem apenas 29% da frota nacional, as motos foram responsáveis por 77% dos pagamentos do seguro.

 

Ranking

 

Minas Gerais perde apenas para São Paulo, que está em primeiro lugar no ranking de indenizações pagas em acidentes envolvendo motocicletas com 29.440 ocorrências. O Ceará está na terceira posição, com 22.499.

 

A frota brasileira registrada, de motocicletas e assemelhados, completou 26 milhões de veículos em 2018, com um crescimento expressivo de 86% desta frota desde 2009, de acordo com o Denatran. As mortes de motociclistas no trânsito representam 37,2% do total de fatalidades no Brasil.

 

 

Trabalhadores sob duas rodas

 

É certo que esse grande número de acidentes constatado tem relação com o crescimento de pessoas que trabalham com motos nos dias de hoje, devido à explosão dos serviços de entregas por aplicativos.

 

Com essa nova opção de mercado e muito mais motociclistas nas ruas, o óbvio seria aumentar também o respeito à legislação. Mas não é isso que acontece. Há o descumprimento da legislação do Conselho Nacional de Trânsito e o Detran – MG não cobra devidamente para que isso mude.

 

“Tudo isso é sumariamente desprezado pelas autoridades. Não se cobra credenciamento para execução dos serviços de entregas. Não há inspeção das motos e treinamento para grande parte dos condutores. Motociclistas circulam muitas vezes acima da velocidade permitida, entre veículos, carregando mochilas com cargas que podem criar problemas ergonômicos ou desequilibrar o condutor, gerando grandes riscos de acidentes. Tudo para realizar entregas cada vez mais rápidas. O descumprimento das regras tem como consequência muitos veículos em mau estado de conservação, além de condutores mal preparados e com danos posturais. E por isto os acidentes com motos representam mais de 1/3 das vítimas de acidentes de trânsito”, diz o diretor executivo da AMSV – Associação Mineira da Segurança Veicular e da Fenive – Federação Nacional da Inspeção Veicular, Daniel Bassoli.

 

E enquanto isto, os usuários de motocicletas permanecem à mercê de um dos trânsitos mais violentos do mundo.

 

O que diz a Resolução 356 do Contran

 

A Resolução 356 do Contran – Conselho Nacional de Trânsito – estabelece requisitos mínimos de segurança para o transporte remunerado de passageiros (mototáxi) e de cargas (motofrete) em motocicleta e motoneta, e dá outras providências

 

E o artigo 139-A do CTB – Código de Trânsito Brasileiro – é claro ao afirmar que as motocicletas e motonetas destinadas ao transporte remunerado de mercadorias – motofrete – somente poderão circular nas vias com autorização emitida pelo órgão ou entidade executivo de trânsito dos Estados e do Distrito Federal, exigindo-se, para tanto: (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009): o registro como veículo da categoria de aluguel; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009); a instalação de protetor de motor mata-cachorro, fixado no chassi do veículo, destinado a proteger o motor e a perna do condutor em caso de tombamento, nos termos de regulamentação do Conselho Nacional de Trânsito – Contran; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009); a instalação de aparador de linha antena corta-pipas, nos termos de regulamentação do Contran; (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009) e a inspeção semestral para verificação dos equipamentos obrigatórios e de segurança. (Incluído pela Lei nº 12.009, de 2009).

 

 

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